segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Gênesis 2:3 - Abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele cessou de toda a obra que fizera como Criador.


Alguns afirmam que o fato de Deus declarar o sétimo dia sagrado torna obrigatório a guarda de um sábado semanal até nossos dias. No entanto, aqui Deus se referia especificamente ao sétimo dia da criação e não a um sábado literal. Sobre a guarda do sábado semanal debaixo da lei mosaica e como ele simbolizou o que aconteceu e ainda acontece durante o sétimo dia da criação no qual vivemos será comentados nos versos relacionados ao tema.

Alguns acham que isso é uma contradição por acreditarem que esse verso afirma que Deus não trabalha no sábado semanal, mas conforme vimos na postagem a Gênesis 2:2 o texto se refere a cessar o trabalho em relação à obra de Criação e não que Deus não trabalharia em mais nada.



Esse verso também encerra a história da criação. O relato que se segue é uma retomada dessa história depois que o pecado foi introduzido nos domínios celestiais.

Gênesis 2:2 - No sétimo dia acabou Deus a obra que tinha feito; e cessou no sétimo dia de toda a obra que fizera.

Note que esta tradução específica deste verso mostra o que realmente significa o chamado "descanso" de Deus. Não quer dizer que Deus estava cansado da Criação e precisou repousar, mas sim que Ele terminou sua obra em relação ao planeta Terra e que cessou de trabalhar nisso. 



Isso concorda com o que Jesus disse sobre seu Pai estar trabalhando e ele também trabalhar num sábado semanal, conforme mostra João 5:17. 


Adicionalmente, note que o verso diz que Deus cessou sua obra no sétimo dia da criação, mas não diz que esse dia terminou. Textos como Hebreus 3:12-19 mostram que o dia de descanso de Deus ainda continuava no primeiro século e o fato de não se dizer em parte alguma "E Deus viu tudo o que tinha feito e viu que era muito bom. E foi tarde e foi manhã sétimo dia." indica que esse dia ainda não acabou. 



Gênesis 2:1 - Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.

Aqui se menciona que o trabalho de Deus em relação à criação dos céus (Universo) e a terra (nosso planeta) terminaram.


Isso de maneira alguma significa que então não seria possível se formarem outras estrelas ou galáxias no Universo, como alguns sugerem, mas sim que todos os processos necessários para o funcionamento do Universo no que tange ao planeta Terra, haviam sido concluídos.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Gênesis 1:31 - Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e houve manhã, dia sexto.

Note que nesse momento se encerra o sexto dia criativo e que Deus, após terminar sua obra, olhou e viu que tudo era muito bom. 

Se tudo era muito bom é razoável concluir que neste momento o querubim que tomava conta o Éden ainda não tinha se rebelado contra Deus e não existia árvore do conhecimento do bem e do mal e árvore da vida identificadas no jardim do Éden. Foi apenas com a rebelião de Satanás que a questão de se o homem seria fiel a Deus ou não surgiu. Isso será tratado nos versos relacionados.


Isso concorda com o fato de Deus ter dito que Adão e Eva podiam se alimentar de TODA árvore em Gênesis 1:29.


Adicionalmente, isso mostra que não havia predatismo entre os animais. Conforme mencionado em Gênesis 1:30, os animais eram vegetarianos. As criaturas vivas viviam em sistema de simbiose. Os sistemas nos quais um ser vivo explora outro surgiram após o pecado, conforme será detalhado em Gênesis 3.

Gênesis 1:30 - A todos os animais selvagens e a todas as aves do céu e a tudo que se arrasta sobre a terra, em que há vida, tenho dado todas as ervas verdes para lhes servirem de mantimento; e assim se fez.

Esse verso esclarece que os animais terrestres e as aves do céu eram vegetarianos. Não se alimentavam de carne. 


Note que o texto não detalha aqui a alimentação de insetos, nem dos animais que vivem nas águas, mas apenas dos animais selvagens, das aves ou criaturas voadoras dos céus e dos animais que rastejam sobre a terra.


Gênesis 1:29 - Disse Deus mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, e todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento.

Esse verso tem vários detalhes interessantes. Vamos a eles:


1) Deus nos deu os frutos das árvores e a vegetação da terra como alimento. Isso significa que nosso organismo não foi criado para se alimentar de carne. Mais tarde, por conta do dilúvio, Deus permitiu que o homem passasse a comer carne. O interessante é a queda do tempo  de duração da vida humana após esse fato. Maiores detalhes sobre o consumo de carne serão fornecidos nos versos correspondentes.


2) Alguns alegam que não podemos comer de toda a vegetação que dá semente e que, portanto, é um absurdo a afirmação desse verso. No entanto, precisamos considerar que:

                 a) depois do pecado a Terra passou a produzir espinhos e abrolhos, ou seja, parte da vegetação que hoje não podemos utilizar como alimento cresceu apenas depois do pecado.
                 b) existe a possibilidade de uma vegetação que hoje não possamos consumir, não nos fizesse mal antes do pecado e que, se hoje não podemos utiliza-la como alimento é porque não temos mais um organismo perfeito.

3) Alguns dizem que, uma vez que muitas plantas desenvolveram venenos para se proteger de animais que as devorariam esse verso é um absurdo e é uma recomendação imprudente da parte de Deus. Estes desconsideram que uma planta  que foi devorada por um animal não tem tempo para desenvolver um veneno que evite que ela seja devorada. Se a planta devorada nunca teve tempo de passar essa informação para seus descendentes como foi que o veneno pode se desenvolver? Se as plantas que sobreviveram foram as que já tinham desenvolvido o veneno, como e porque elas desenvolveram um  veneno se nunca tinham sido devoradas antes? E porque a maioria das plantas não tem veneno algum desenvolvido, se tiveram o mesmo tempo que as outras para supostamente desenvolver um veneno que as impedisse de serem devoradas? E porque as plantas que são devoradas e nunca desenvolveram veneno algum não se extinguiram?


A verdade é que plantas venenosas brotaram não porque desenvolveram veneno, mas por conta do que é dito em Gênesis 3:18. 


4) Alguns ainda alegam que este verso justifica o uso de drogas, como a maconha. Evidentemente aqui está se falando sobre alimento e não sobre o costume de tragar fumaça. Somente esse pequeno raciocínio já mostraria o absurdo de tal alegação.


Na questão de se alimentar, de fato, das plantas utilizadas na preparação destas drogas, basta lembrarmos que qualquer uma delas pode estar incluída entre os "espinhos e abrolhos" que brotaram depois do pecado. Na realidade, hoje não sabemos realmente quais plantas estão incluídas entre estas ou não. Temos que descobrir por nós mesmos de que plantas podemos nos alimentar ou não. O que Deus disse neste verso valia para a situação que existia antes do pecado, como o próximo item esclarece.


5) Quando Deus terminou sua criação, nenhuma árvore tinha sido apontada como "árvore do conhecimento do bem e do mal" e nenhuma árvore tinha sido apontada como "árvore da vida". Isso significa que elas foram escolhidas depois, por conta de um acontecimento posterior à criação do homem e da mulher.


Entender isso é importante para se perceber que não existem duas histórias da criação, mas apenas uma, contada em duas situações diferentes. O primeiro relato tem por objetivo explicar a ordem geral da criação. O segundo tem por objetivo contar como o pecado entrou na Terra e dar algumas instruções por conta de situações que surgiriam por causa do pecado. Detalhes poderão ser encontrados nos comentários a Gênesis 2. 

Gênesis 1:28 - E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.

Temos vários pontos a destacar:


1) Esse verso torna claro que o relacionamento sexual entre homem e mulher não foi o pecado original. A relação sexual entre um homem e uma mulher  que estão legalmente casados não é pecado.


2) Embora se mencione o nascimento de filhos como consequência natural do casamento, esse não é o único objetivo do casamento. Gênesis 2:20, 23,24 esclarece que a mulher foi produzida como companheira para o homem e não apenas como a mãe de seus filhos.


Foi mencionado especificamente a procriação neste caso porque era diferente do que havia sido feito em relação aos anjos, que são criados um por um. Tem, portanto, caráter informativo e não visa proibir o controle de natalidade, por exemplo. Cada casal deve decidir por si mesmo quanto ao controle de natalidade, somente levando em conta o que a Bíblia diz sobre a santidade da vida.



3) Alguns utilizam este verso para justificar o tratamento cruel dado aos animais. Tais pessoas afirmam que Deus deu a terra ao homem e que o homem pode fazer o que quiser com ela e tudo o que existe nela. De fato é verdade que a terra foi dada ao homem e está sob o domínio da raça humana até hoje.


Devemos nos lembrar, no entanto, que antes do pecado o homem não trataria os animais com crueldade e nem destruiria o planeta. Após o pecado esse domínio continuou a existir como uma proteção para o humanos. Para que os animais tivessem medo de nós e, via de regra, não nos atacassem.


No entanto, isso não justifica a crueldade humana contra os animais e nem a exploração desenfreada do planeta que a ganância humana tem produzido. Apocalipse 11:18 garante que Deus vai arruinar os que estão arruinando a Terra e que não estão cumprindo seu papel de tomar conta dela.